Estudos Técnicos

   

Reúso de Águas Cinzas e Aproveitamento de Águas Pluviais

Em março de 2016, a Adasa assinou convênio com a Universidade de Brasília (UnB), com o objetivo de pesquisar a viabilidade de instalação de sistemas prediais de água não potável no Distrito Federal. O citado estudo estimou as viabilidades técnica, ambiental e financeira a partir da composição de 4 (quatro) modelos representativos das principais tipologias residenciais do DF por faixa de renda (residência renda alta - RRA, residência renda média alta - RRMA, residência renda média baixa - RRMB e residência renda baixa - RRB).

Como resultado do estudo, foi elaborada a Resolução Adasa n.º 3/2019, que estabelece diretrizes para o aproveitamento de água pluvial e reúso de água cinza (proveniente de chuveiros, banheiras, lavatórios, tanques e máquinas de lavar roupa) em edificações residenciais no DF. O ato normativo, que regulamenta a Lei Distrital n.º 5.890, de 2017, é pioneiro no país. Apesar da prática de aproveitamento de água não potável estar prevista em legislação federal, esta é a primeira vez que são definidos os critérios para a implantação do sistema de água não potável em residências.

As fontes alternativas de água não potável, depois de tratadas, podem ser utilizadas na irrigação de jardins, na descarga de vaso sanitário, na lavagem de pisos, fachadas e veículos automotivos e para uso ornamental, como espelhos d’água e chafarizes. Para a lavagem de roupa é permitido apenas o uso da água da chuva.

A adesão ao sistema é opcional, mas quem aderir terá que indicar um gestor, que ficará responsável pelo cumprimento da Resolução, para garantir a qualidade da água utilizada. O gestor deve ser indicado pelo proprietário do imóvel ou pelo síndico do condomínio. A água proveniente de fontes alternativas deve passar por tratamento específico e atingir o padrão de qualidade estabelecido pela Resolução.

O sistema predial de água não potável deve ser instalado por profissional qualificado e os procedimentos de limpeza e conservação devem obedecer ao manual técnico de uso, elaborado por profissional habilitado, responsável pelo projeto. O manual deve conter os procedimentos operacionais da unidade de tratamento, a periodicidade de limpeza dos reservatórios, a identificação de possíveis problemas e soluções e procedimentos para possíveis situações de emergência. Cabe também ao profissional habilitado supervisionar a instalação e disponibilizar treinamento ao gestor, especialmente quanto ao uso, operação e manutenção.  

Clique nos links abaixo para acesso aos documentos do estudo.

Resolução Adasa n.º 03/2019

Viabilidade técnica e operacional do aproveitamento de águas pluviais e do reúso de água cinzas em edificações residenciais do Distrito Federal (Relatório 1)

Análise de viabilidade técnica, ambiental e econômica do aproveitamento de águas pluviais e do reúso de água cinzas em edificações residenciais do Distrito Federal

Cartilha de Reuso de Águas Cinzas – RAC

Cartilha de Aproveitamento de Águas Pluviais - APP

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Programa de redução no consumo de água dos órgãos públicos distritais – Poupa DF

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal - Adasa, após análise de estudos realizados a partir de experiências nacionais e legislações que instituíram programas voltados à redução do consumo de água em prédios públicos, apresentou ao GDF proposta de programa alinhado com as melhores práticas e procedimentos, denominado Poupa DF. Foram realizados também dois projetos pilotos, um na própria Adasa e outro na sede do Transporte Urbano do Distrito Federal – DFTrans, por meio dos quais é possível atestar a efetividade de ações que promovam o uso racional da água.

Foi elaborado pela Adasa o “Guia de Orientações para a redução do consumo de água potável nos órgãos do GDF”, o qual constitui-se em ferramenta do Poupa DF para auxílio na elaboração do planejamento, execução, controle e monitoramento das etapas de necessárias para atingimento das metas de redução do consumo de água potável.

Considerando o cenário da disponibilidade hídrica do Distrito Federal, diferentes experiências demonstram que, em curto prazo, medidas de gestão da demanda são mais efetivas, rápidas e econômicas quando comparadas com a alternativa de implantação de novo sistema produtor de água.

O Poupa DF é um programa criado pelo Decreto n.º 39.514, de 6 de dezembro de 2018, que objetiva a redução do consumo de água nos prédios públicos sob administração do GDF por meio de uma metodologia prática que conduz a resultados concretos.

Este guia de orientações apresenta, sequencialmente, as fases desejáveis num processo para redução do consumo de água em edificação pública.

Conheça mais sobre o programa por meio do link abaixo:

Decreto n.º 39.514, de 6 de dezembro de 2018

Guia de Orientações – Poupa-DF

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Análise de Impacto Regulatório (AIR)

A Análise de Impacto Regulatório é um dos principais instrumentos voltados à melhoria da qualidade regulatória. Consiste num processo sistemático de análise baseado em evidências que busca avaliar, a partir da definição de um problema regulatório, os possíveis impactos das alternativas de ação disponíveis para alcance dos objetivos pretendidos. Tem como finalidade orientar e subsidiar a tomada de decisão e, em última análise, contribuir para que as ações regulatórias sejam efetivadas, eficazes e eficientes.

Assim como em outras áreas técnicas da Adasa (Regras de Uso de Água na Bacia Hidrográfica do Ribeirão Pipiripau), a Superintendência de Abastecimento de Água e Esgoto vem incorporando técnicas de AIR para elaboração e revisão de suas normas.

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Eliminadores e Bloqueadores de Ar

O estudo sobre o uso de eliminadores e bloqueadores de ar realizado por meio de convênio entre a ADASA e a Universidade de Brasília (UnB) traz importantes orientações sobre a viabilidade da instalação destes dispositivos nas redes hidráulicas residenciais e comerciais.

O estudo teve a duração de 12 meses e testou, tanto no laboratório como em algumas residências, eliminadores e bloqueadores de marcas e modelos diferentes disponíveis no mercado nacional (vide tabela abaixo).O eliminador de ar é um dispositivo instalado antes do hidrômetro, projetado para expelir o ar que surgir na tubulação por meio de pequenos furos existentes na sua parte externa. Já o bloqueador de ar é instalado após o hidrômetro e, de acordo com o fabricante, diminui a passagem do fluxo de água se houver ar na tubulação, utilizando mecanismos de redução de pressão.

Os resultados apurados pelos pesquisadores da UnB apontam que a eficácia de tais dispositivos é duvidosa, pois não há evidências que comprovem a redução do valor da conta de água por meio da eliminação do ar.

Há ainda outras ressalvas acerca do uso dos dispositivos analisados. Os eliminadores de ar podem fazer com que a água seja contaminada pelo meio externo, devido à entrada de impurezas nos furos que ele possui. Os bloqueadores acabam atuando como redutores de pressão e, caso a pressão na rede esteja baixa, há a possibilidade de a água não chegar na caixa d'água ou na torneira.

Vale ressaltar que o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Inmetro não aprovou nem autorizou tais dispositivos (http://inmetro.gov.br/noticias/conteudo/501.asp). Também não há regulamentação por parte da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

A pesquisa aponta que seria mais viável as empresas de saneamento instalarem, nos pontos altos das redes, dispositivos dotados de ventosas que permitissem a retirada do ar diretamente da rede, fazendo assim com que o problema fosse eliminado em toda o sistema de distribuição, e não apenas em residências com os dispositivos instalados.

Clique no link para acesso ao conteúdo do estudo:  

Resultado do estudo sobre eliminadores e bloqueadores de ar