América do Sul terá agenda Sub-Regional única para 8º Fórum Mundial da Água

2bOs Comitês Nacionais da América do Sul do Programa Hidrológico Internacional da Unesco para América Latina e Caribe (Conaphis) saíram do Fórum das Águas com a tarefa de montar um cronograma e apresentar até agosto uma minuta de documento com questões relevantes para os recursos hídricos de seus países, como subsídio ao Processo Sub-Regional da América do Sul no 8º Fórum Mundial da Água. O encontro foi realizado na semana passada, no Museu de Inhotim, em Brumadinho (MG).

Segundo Ney Maranhão, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), os debates nivelaram a atuação dos Conaphis na construção do Processo Sub-Regional. “Foi importante para refletirmos sobre os produtos e resultados do processo preparatório para o 8º Fórum Mundial da Água”, declarou. “Os países da América do Sul estavam trabalhando com cronogramas próprios, sem uma agenda única”, completou.

A proposta elaborada pelos Conaphis, quando concluída, será submetida a uma consulta pública coordenada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para receber contribuições de diferentes atores. O conteúdo vai fazer parte do Relatório das Américas, que também inclui América Central, América do Norte, México e Caribe e será levado para a Semana Mundial da Água, que ocorre de 27 de agosto a 1° de setembro, em Estocolmo, na Suécia.

“O ISC [Comitê Diretivo Internacional] determinou na reunião de Cancun, realizada em maio deste ano, que os processos regionais do mundo inteiro deveriam chegar a Estocolmo com a listagem das sessões planejadas para o 8º Fórum Mundial”, explicou Ney Maranhão. 

Processos
O Fórum das Águas também contou com sessões para detalhar os outros processos do 8º Fórum. Participam Irani Ramos, da Comissão do Processo Regional, Ana Paula Fioreze, do Processo Temático e Lupércio Ziroldo, do Processo Fórum Cidadão.

O Processo Fórum Cidadão, um dos pilares do Fórum Mundial, teve identificação imediata com o público, segundo Ziroldo. “O envolvimento de todos os atores e segmentos na temática dos recursos hídricos é primordial”, ressaltou. “A busca pela melhor qualidade e disponibilidade de água nas bacias hidrográficas passa por uma gestão participativa, integrada e compartilhada com a sociedade, que traz para o arcabouço a gestão da água com aplicação de tecnologias locais”, completou.

Ziroldo destacou a participação de vários técnicos de países latino-americanos no encontro. “Contribuíram com a discussão e elogiaram o fato de o Fórum Mundial da Água ser realizado, pela primeira vez, no Hemisfério Sul”, admite. Ele enfatizou, ainda, que a participação de jovens de diversos segmentos nos debates sobre a água fortaleceu a integração das ideias e o compartilhamento dos resultados na replicação das boas práticas de gestão.

Sobre o evento
O Fórum das Águas teve a intenção de alinhar estratégias para a contribuição dos países sul-americanos, reunindo representantes de Argentina, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Na abertura, o representante da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Miguel Dória, lembrou que, apesar da América Latina ter uma boa quantidade de água per capita, está mal distribuída. “Nosso objetivo é garantir o acesso universal à água e ao saneamento”, destacou.

O evento foi realizado pelo Centro Internacional para o Desenvolvimento Sustentável e Conservação Ambiental (Centro IdeSCA), sob coordenação do Programa Hidrológico Internacional da Unesco para América Latina e Caribe (PHI-LAC) e do 8º Fórum Mundial da Água, além de receber o apoio do Parlamento Nacional da Juventude pela Água.

*Reprodução de http://www.worldwaterforum8.org

 

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