Sala temática do Fórum Mundial da Água discute financiamento de recursos hídricos

2Buscar meios para incentivar o financiamento em tecnologias inovadoras, capazes de economizar água e ampliar a segurança hídrica está em debate na sala “Financiamento”, na plataforma “Sua Voz”. O tema é o quinto da série do 8º Fórum Mundial, que visa ampliar a discussão sobre o uso responsável da água. O intuito é reunir ideias e compartilhar experiências, conhecimentos e práticas que considerem a sustentabilidade a longo prazo.

Os debates seguem até 13 de agosto e são todos abertos ao público. O primeiro tema de discussão é ‘Capacitação’. Segundo o participante José García, pesquisador do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), na Venezuela, “a melhoria da capacitação dos envolvidos em projetos hídricos torna-se um aspecto fundamental para melhorar os resultados a nível financeiro, o que garantiria a sua sustentabilidade e facilitaria a criação de novos projetos de água”.

Por outro lado, Taciana leme, especialista em Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas (ANA), defende a transparência no financiamento do setor água, por meio de uma comunicação didática acerca dos recursos aplicados. 

O financiamento para implementação de uma política integrada de gestão da água é fundamental para alcançar os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Agenda 2030, da ONU.  

Organizações internacionais têm investido em ações para fomentar o financiamento no desenvolvimento sustentável da água. Uma delas é a Organização dos Estados Americanos (OEA), que, além do financiar programas, facilita o compartilhamento de experiências locais e políticas de gestão.

Já a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Cultura e a Ciências (Unesco), por meio do Programa Hidrológico Internacional (PHI), investe em ações intergovernamentais para estabelecer políticas de gestão compartilhada de recursos sem se limitar a fronteiras políticas, como as bacias e aquíferos em regiões de fronteiras.

Na América Latina e Caribe, apesar do grande número de agências e programas de cooperação técnica e financeira para a gestão de recursos hídricos, se observa que ainda não foi possível implantar sistemas eficientes e sustentáveis para o manejo de mananciais e saneamento. De acordo com a Unesco, o cenário se dá porque a sociedade não tem priorizado o problema.

No Brasil, o tema recebeu atenção especial da Política Nacional de Recursos Hídricos, disposta na Lei 9.433, de 1997. A norma estabeleceu a cobrança de recursos hídricos para obter de recursos financeiros para financiar programas e estudos contidos no plano de recursos hídricos do governo federal.

Próximos debates

De 3 a 16 de julho, Governança será a pauta dos debates da sala Financiamento. De 17 a 30 de julho, Compartilhamento será o centro das discussões. Por fim, de 31 de julho a 13 de agosto, serão voltados para a Sustentabilidade.

Legado para o 8º Fórum

As contribuições deixadas na plataforma ‘Sua Voz’ servirão como eixos norteadores para os debates que irão acontecer no Fórum Mundial. É uma oportunidade única para a sociedade discutir com governos, pesquisadores, ONGs e empresários a respeito da organização e da gestão compartilhada da água. As discussões que antecedem o evento estão sendo pautadas na troca de experiências inspiradoras de políticas e práticas necessárias para melhorar a gestão da água no Brasil e em outros países.

 

*Reprodução de http://www.worldwaterforum8.org

 

 

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