Nota Pública

 

A ADASA (Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF) esclarece que o os fatos ocorridos na região do Boqueirão estão sendo investigados, em parceria com o IBRAM (Instituto Brasília Ambiental), a CEB (Companhia Energética de Brasília), e a CAESB (Companhia de Saneamento Ambiental do DF), no sentido de identificar que fatores determinaram a mortandade de peixes.

Esclarece também que a CEB é a responsável pelo controle das comportas que regulam a passagem de água do Lago Paranoá para o Rio Paranoá, a jusante, em observância às regras estabelecidas na Resolução ADASA nº 23, de 19 de dezembro de 2016. Desse modo, busca-se manter o equilíbrio entre o nível do Lago, a montante, e a vazão remanescente no Rio Paranoá, a jusante, e assim garantir os usos múltiplos dos recursos hídricos em toda a bacia hidrográfica.

A CEB informou que, no momento, a usina passa por processo de manutenção, o que impede temporariamente a geração de energia. A Caesb, por sua vez, informou que manteve a ETE funcionando normalmente, de acordo com as normas relativas à qualidade de efluentes que lança no Rio Paranoá.

Considerando que a redução da vazão do Rio Paranoá a jusante da barragem pode ter colaborado para esse desequilíbrio, a ADASA autorizou, no primeiro momento, a abertura das comportas pela CEB, o que ocorreu tanto no sábado como na segunda feira passada, com efeitos positivos.    

Na busca de manter a normalidade, a ADASA autorizou a CEB a manter as comportas abertas, em nível mínimo, enquanto são feitas avaliações da efetividade dessas ações tanto no nível do Lago como na vazão do rio. Além disso, será mantido o monitoramento diário das condições no Boqueirão e serão realizadas verificações no local.

A sociedade será mantida informada a respeito dos resultados das ações tomadas na bacia e das investigações em curso, com o objetivo de garantir a qualidade da água do Rio Paranoá.  

A Diretoria Colegiada da ADASA

 

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