Resolução da Adasa estabelece cotas do Lago Paranoá para 2020

Com o objetivo de garantir os usos múltiplos do Lago Paranoá, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) e o Grupo de Acompanhamento dos Níveis do lago, definiram os níveis altimétricos da água que devem ser mantidos no reservatório durante o próximo ano. A medida é estabelecida anualmente desde 2010. 

Os valores de referência da cota do Lago Paranoá, estabelecidos na Resolução 14, de 20 de dezembro de 2019, preveem a cota mínima do reservatório em 999,80 metros e cota máxima em 1000,30 metros. Os volumes são os mesmos do ano anterior, porque não houve nenhuma ocorrência no período que justificasse alteração. O nível da água pode ser rebaixado, excepcionalmente, para 999,50metros para realização de flushing, que consiste na abertura das comportas da Barragem do Paranoá para a renovação da camada superficial do espelho d’água. Nesse caso, a decisão é tomada em conjunto com o Grupo de Acompanhamento, composto por diversas instituições envolvidas direta ou indiretamente com a gestão do manancial, e coordenado pela Adasa.  

O ato normativo autoriza oscilações que não prejudiquem os usos do manancial, de até dois centímetros abaixo dos níveis altimétricos previstos para cada dia do ano. O monitoramento dos níveis e vazões remanescentes é de competência da Agência e das companhias de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e Energética de Brasília (CEB). O acompanhamento é realizado com base nas informações transmitidas pela estação telemétrica da Adasainstalada na barragem do Paranoá, e pela leitura dos níveis da barragem.

Os níveis do lago definem a quantidade e a qualidade da água e garantem a operação de maneira satisfatória pelos seus diversos usuários, garantindo sua preservação e atendendo a todos os usos.

De acordo com o ato normativo que originou a definição dos níveis altimétricos (Resolução 9/2010), o Grupo de Acompanhamento deve analisar o comportamento do lago ao final do período chuvoso do segundo semestre do ano, e definir os níveis altimétricos do ano subsequente

Além da Adasa, Caesb e CEB, o grupo é composto pelo Comitê de Bacia Hidrográfica dos Afluentes do Rio Paranaíba no DF (CBH Paranaíba); Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (DIVAL); Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF (Ibram); Marinha do Brasil; Secretaria Adjunta de Turismo do DF (SETUR), Secretaria do Meio Ambiente (SEMA); Federação Náutica de Brasília (FNB); Universidade de Brasília (UnB) e Defesa Civil.

*Foto: Agência Brasília

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