Salles avalia gestão dos recursos hídricos durante e pós-pandemia

 

O diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Paulo Salles, participou na quarta-feira (3/6) de webinar promovida pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) para discutir os desafios da gestão de recursos hídricos em momento de pandemia da Covid-19. Para Salles, a pandemia escancarou a desigualdade social brasileira, inclusive no acesso à água, e exige a partir de agora uma aproximação maior das comunidades da água e da saúde.

“Temos que encontrar novas abordagens para velhos problemas como a diarréia e a dengue, temas dificilmente discutidos fora do âmbito da ABES e das áreas de saúde. Não é uma preocupação generalizada”, observou.

Segundo ele, a água deveria ter se tornado prioridade das políticas públicas, a partir do 8º Fórum Mundial da Água, realizado em Brasília, em março de 2018. “Infelizmente isso não aconteceu. Se nós olharmos as discussões que surgem sobre o futuro, ninguém lembra da água, como se ela nunca fosse faltar”, ressaltou. Para Salles a nova abordagem de análise terá que passar necessariamente pela educação. “Não há dúvida que é por meio da educação que conseguiremos uma sociedade mais resiliente, com capacidade de enfrentar dificuldades e contribuir com inovações”, disse.

O debate, moderado pelo coordenador da Câmara Temática de Recursos Hídricos da ABES, Josivan Cardoso Moreno, contou também com a participação do diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Ricardo Medeiros de Andrade, da presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRHidro), Synara Broch e do conselheiro do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, Jefferson Nascimento de Oliveira.

Integração

Salles participou também, na quarta-feira, de debate virtual, promovido pelo governo de Goiás, sobre o tema “Integração de órgãos gestores para a execução de políticas públicas de gestão de recursos hídricos: desafios e perspectivas”. Ele destacou o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Agência e defendeu um poder maior para os comitês de bacias. “Hoje eles são meros parlamentos, só se ‘parla’, ‘parla’, ‘parla’ e não há execução”.

O debate foi mediado pela secretária do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad), Andréa Vulcanis e contou também com a participação da diretora-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) Christianne Dias, e da diretora-geral do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam-MG), Marília Carvalho de Melo.

O consenso foi em torno da necessidade de uma maior integração entre os diferentes entes gestores da água para que o recurso hídrico tenha destinação certa.

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