Adasa avalia experiências e desafios com o racionamento

Às vésperas do fim do racionamento de água no Distrito Federal, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa) avalia algumas experiências positivas adquiridas nesse período de crise hídrica.

A mais importante, na opinião do diretor da agência, Jorge Werneck, foi a alocação negociada, mecanismo que permitiu a solução de conflitos entre produtores rurais, na discussão sobre o volume de consumo captado das bacias hidrográficas. Com a intermediação da Adasa, os agricultores combinaram horários e dias diferentes para que retirassem a quantidade de água necessária para seus cultivos, de modo que todos eles tenham garantia de produção, ainda que em quantidade menor.

Essa negociação permitiu também que a Caesb tivesse garantia de um volume de água outorgada pela Adasa, para fins de abastecimento. “Todos perceberam a necessidade de conversar, como se a bacia hidrográfica fosse realmente um condomínio único”, observou Werneck.

O efeito dessa importante estratégia de gestão, na avaliação do diretor, é que hoje produtores estão se unindo para instalar equipamentos automáticos de monitoramento nos pivôs de irrigação para saber quanto está sendo captado,  e a partir daí  estabelecer uma melhor distribuição dos recursos hídricos.

A tarifa de contingência cobrada na área urbana foi outra experiência que gerou uma redução de consumo mais eficiente, na opinião do diretor. A iniciativa contribuiu para que  todos os recursos arrecadados fossem aplicados em ações que aumentem a disponibilidade hídrica, como a construção de infraestrutura, por parte da Caesb, para melhorar a interligação dos sistemas de Santa Maria e Descoberto, e de novas fontes de abastecimento de água.

O monitoramento das bacias hidrográficas, quase que em tempo real, foi outro ponto positivo destacado por Werneck . “A Adasa vem aumentando o número de estações automáticas com transmissão de dados via satélite, permitindo ações mais imediatas”.

O Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos (SIRH), criado pela Adasa, para o acompanhamento dos reservatórios, e a hidrometração na área agrícola para identificar o que está sendo efetivamente consumido das bacias hidrográficas pelos produtores foram outros pontos destacados pelo diretor da agência.    

Além dessas iniciativas, Werneck ressaltou a legislação que destina o que foi arrecadado pelo uso das águas em rios de domínio da União, na bacia de  Paranaíba, em ações que aumentem a segurança hídrica no DF e em outras unidades da Federação . “A cobrança quebra alguns paradigmas de que esses recursos sejam apenas uma nova taxa, um novo imposto. Na verdade não é.  A bacia hidrografica é um grande condomínio, as pessoas precisam contribuir de alguma maneira, e esses benefícios precisam  voltar para a bacia”, afirmou. No primeiro ano de cobrança já foram aprovados R$ 1,4 milhão para esse fim.

Para Jorge Werneck  esse momento de crise e mobilização serviram de lições que devem permanecer, como a conscientização sobre o uso racional da água.  “Muitos produtores rurais perceberam  que com menos água conseguiram produzir a mesma coisa, com lucro maior, porque a menor incidência de pragas, a menor necessidade de adubação e outras práticas que acompanham essa questão da água se tornam economicamente vantajosas com o uso racional da água.

Com relação aos próximos desafios, Werneck defendeu a necessidade de manutenção do monitoramento sobre todo o sistema, e a continuidade do trabalho de conscientização.

Assessoria de Comunicação e Imprensa
aci@adasa.df.gov.br 
(61) 3961-4909/4972 



OuvidoriaCanais de Atendimento
A Adasa possui os seguintes canais de atendimento
Fale com a ADASA

Geral

(61) 3961-5000

Telefone

Ouvidoria

(61) 3961-4900